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Muzambinho, Minas Gerais, Brazil
Eu sou Kelly Cristina Dias Antunes. Sou brava, leonina pura... alguns dizem que sou uma "pimenta". E não os culpo, quando quero algo ninguém me aguenta. Para alguns gosto insuportável, para outros é um gosto delicioso. Só experimentando para saber. Gosto de tudo muito certinho. Sou caseira se estou sem companhia. Amo tudo que está ligado a Artes. Amo assistir TV, filmes, seriados, pricipalmente se estiver bem acompanhada. Sou professora ( que PRAZER PODER FAZER PARTE DA HISTÓRIA DOS MEUS ALUNOS)... Amo andar descalça, nadar, dançar é minha paixão. Sou super romântica, sou chorona, principalmente quando não consigo fazer com que me entendam.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Aprender a perder

APRENDER A PERDER !!!
“ A única coisa que peço é que meus adversários aprendam a perder.” ( Luís Inácio Lula da Silva)

Presidente, sabe qual é um dos piores sentimentos que um cidadão pode sentir?
– Vou lhe dizer: é a dor da traição dos governantes. Traição agravada pelo cinismo, pela leviandade e pela hipocrisia dos prevaricadores que nos tratam como palhaços ou imbecis, sem temer pelas conseqüências dos seus atos e pela manipulação da falta de consciência crítica dos que passam fome e desesperança por não conseguir um emprego ou uma atividade diga para garantir o sustento de suas famílias; todos são vítimas da falência social e educacional do país, falência essa que o Sr. não fez nada de relevante e sustentável para reverter, a não ser implementar um grotesco assistencialismo – mascarando sua incompetência como governante – que se transforma cada vez mais em um instrumento de política preservador da pobreza, substituto dos mais de dez milhões de empregos prometidos no seu estelionato eleitoral em 2002 e da reforma agrária garantida, mas não realizada, a não ser pelos atos de invasão e destruição de propriedades privadas.
Presidente, a imensa maioria dos pobres e dos menos favorecidos, destituídos de recursos intelectuais para avaliar seu triste papel nas mãos da política prostituída, se entregam à tábua de salvação do assistencialismo dos poderes dominantes, que os mantém à margem de uma vida digna e justa, mas preservando seu papel de massa de manobra para a continuidade da covardia social que faz os ricos ficarem mais ricos, e os pobres perderem as esperanças de que possam algum dia ter o direito de lutar com dignidade e justiça por uma vida melhor, tendo que se conformar em receber as esmolas dos governantes para comprar os seus votos, como se todos devessem ser eternamente os burros de carga das elites dirigentes para garantir a felicidade da riqueza de uma minoria de genocidas, que transitam na podridão do poder público e do topo da pirâmide da vida privada do nosso país, sempre esquecendo qual o significado primário das palavras servidor público, ética, moralidade e honestidade.
Presidente, infelizmente, o Brasil é um terreno é fértil para os canalhas prostitutos da política que se julgam capazes de enganar todos para sempre, com suas alianças sendo feitas com gente aética e moralmente desqualificada, que aceitam reformar seus mais básicos valores como seres humanos – quando ainda apresentam alguns –, conforme os ventos da oportunidade de enganar o próximo em benefício próprio e de suas camarilhas, que se unem para explorar e roubar os cidadãos através do assalto aos cofres públicos. Presidente, o Sr. tem razão. Nós temos que aprender a perder. Na sua gestão já aprendemos a perder a esperança de viver um uma sociedade digna e justa, com um Poder Judiciário ético e não corporativista, com um Congresso de pessoas que cumpram seus compromissos com quem os elege, e com um Poder Executivo liderado por alguém que não visse seu cargo como um mero instrumento de preservação de podres poderes de uma política prostituída, sob uma nova versão fascista-populista, que sempre irá nos tratar como se fôssemos cidadãos desqualificados para não percebermos as maracutais que são sistematicamente praticadas nos palácios envidraçados da matriz de nossa republiqueta de quinta categoria.

Presidente, durante o seu mandato tivemos que, além de aprender a perder, testemunhar uma definitiva prostituição política nas instituições públicas, e a conseqüente falência do Estado de Direito Democrático. Estamos tendo que saber perder a vergonha na cara, o patriotismo, a coragem do justo exercício da cidadania para lutar por uma nova realidade social em nosso país e justificar nossos sonhos de sermos felizes novamente. Era isso que queriam quando o coloram no poder, por confiarem na sua palavra e na sua dignidade, e não acreditarem na sua falência como um político capaz de demonstrar ser um estadista com a prática irrestrita desses valores. Um homem que, entre outras virtudes de suas lutas como sindicalista, pedia a Deus para puni-lo se repetisse os erros do seu antecessor, merecia um voto de confiança dos cristãos do nosso país, que hoje estão vestidos de arlequim, incapazes de reagir à traição sofrida, estejam conscientes, ou não, no seu papel nesse trágico momento político que estamos vivenciando.

Estamos tendo que aprender que ser honesto e ético, definitivamente é uma questão relativa no poder público, e que os fins da corrupção e do fétido corporativismo do Estado, sempre justificarão os meios para atingi-los, com a conivência de supertogados parceiros da destruição da nossa confiança no Poder Judiciário, em que já se ganha os maiores salários pagos pelo Estado para fazer dos tribunais superiores um instrumento de proteção do corporativismo espúrio, que proporciona a sistemática blindagem de seletos corruptos, meliantes e ladrões do dinheiro do povo, com a ajuda de criminalistas sem pudor no rasgar dos seus compromissos com a Justiça. Tudo é valido em nome da preservação de um apedeuta que se mostra “deficiente” dos mais elementares sentidos “políticos” que um presidente deve ter: não enxerga, não ouve, não sabe e não vê nada do que ocorre á sua volta ou nas salas que o rodeiam, mesmo que os denunciados pelo MP – como participantes de uma organização criminosa – sejam amigos leais do presidente, além de seus assessores diretos.

Estamos tendo que aprender que o Estado através do conluio entre seus poderes republicanos acabou de se transformar, na gestão do petismo, em uma vil exploradora da sociedade, ofertante de milhares de empregos diretos e indiretos para aqueles que toparem o meliante papel de cúmplices e admiradores dos corruptos, dos corporativistas e dos prevaricadores.
Estamos tendo que aprender que mais de 50 milhões de brasileiros poderão almejar, no máximo, nas próximas décadas, apenas um cartão-bolsa-famíla-preservação-da-pobreza e diplomas de concluintes dos cursos formadores dos servos do fascismo populista, sem obrigação de mostrar mínima competência acadêmica, mas apenas o compromisso de concordarem em manter no poder os seus senhores, que continuarão a fazê-los trabalhar mais de cinco meses por ano para terem direito apenas aos subempregos e as esmolas oferecidas pelos poderes instituídos, ou participarem com seus “méritos” das elites da corrupção do Estado, com seus “lucros” depositados em paraísos fiscais.
Estamos tendo que aprender que vale tudo nas relações públicas-privadas, pois muitos empresários e governo se uniram com o mesmo fim: dividir o lucro da corrupção e da prostituição da política praticada pelos blindados da ação da Justiça.
Estamos tendo que aprender que não podemos contar mais com o apoio da maioria dos formadores de opinião – sindicatos, estudantes ativistas, artistas, profissionais liberais, acadêmicos, jornalistas, etc – que já se venderam ou se tornaram cúmplices da prostituição da política e se colocam às ordens de seus líderes ou de seus agentes empregadores, que lhes ofertam acesso a verbas públicas e oportunidades de trabalho em troca da falência do seu patriotismo e da relativização de seus valores morais e éticos. Tudo no nosso país parece que virou uma questão de preço no mercado da imoralidade e da falta de caráter dos valeriodutos da patifaria nacional.
É isso aí presidente. Já aprendemos muito, durante seu desgoverno. Contudo, falta lhe dizer, não custa tentar, apesar de sua fama de limitado na leitura e no pensamento não vinculado à prostituição da política, que os homens dos podres poderes precisam ler e aprender as lições da história, para perceberem o que acontece com os traidores de uma nação quando o muro da vergonha é erguido para punir aqueles que acham que podem tratar milhões de seres humanos como palhaços e imbecis, pensados e qualificados desta forma, durante décadas, por governantes incompetentes e corruptos, como artífices dos sonhos de poder perpétuo dos prostitutos da política.
Presidente, no seu segundo mandato não haverá mais o passado dos outros para culpar pelas desgraças do seu próximo e provável desgoverno, já que esse passado será formado pelos seus próprios erros, e o baú das desculpas, das mentiras, da levi andade e da hipocrisia, poderá se transformar em um ataúde simbólico dos seus pecados perante o mesmo Deus que o Sr. invocou para prometer ser um estadista digno, ético e honesto.
Presidente, como não queremos a desgraça social do nosso país, nem nos transformarmos em uma sociedade conivente com lutas armadas, estamos torcendo para comprovarmos erros nos nossos julgamentos sobre seu caráter político e suas verdadeiras intenções como governante, apesar das obviedades, das evidências e dos réus confessos. Desejamos que o Sr. se transforme no político mais competente do mundo e que consiga reverter todos os erros que lhe são atribuídos na condução do nosso país. Do contrário presidente, restará desejar para o Sr. e todos os seus cúmplices e amigos íntimos, denunciados como formadores de uma organização criminosa pelo Procurador Geral da República, nossos sinceros pêsames pela destruição definitiva de suas biografias que ficarão manchadas para sempre pelas marcas da corrupção e da prostituição da política, além das conseqüências cívicas de nossa união para uma rigorosa punição dos seus atos. Serão as lições da história. Finalizo, dizendo para os bem formados cúmplices, omissos, e covardes participantes da absurda degeneração da moral e da ética nas relações sociais do nosso país, e que sustentarão a preservação da prostituição da política depois do outubro vermelho, ao apoiar a reeleição dos envolvidos nos maiores escândalos de corrupção do poder público de nossa história: vocês estarão se rotulando como cúmplices da escória da humanidade ao escolher o caminho do fascismo populista para o Brasil. Se necessário, saibam, também, pagar o preço por essa opção.
Geraldo Almendra 02/junho/2006.

É isto...