Quem sou eu

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Muzambinho, Minas Gerais, Brazil
Eu sou Kelly Cristina Dias Antunes. Sou brava, leonina pura... alguns dizem que sou uma "pimenta". E não os culpo, quando quero algo ninguém me aguenta. Para alguns gosto insuportável, para outros é um gosto delicioso. Só experimentando para saber. Gosto de tudo muito certinho. Sou caseira se estou sem companhia. Amo tudo que está ligado a Artes. Amo assistir TV, filmes, seriados, pricipalmente se estiver bem acompanhada. Sou professora ( que PRAZER PODER FAZER PARTE DA HISTÓRIA DOS MEUS ALUNOS)... Amo andar descalça, nadar, dançar é minha paixão. Sou super romântica, sou chorona, principalmente quando não consigo fazer com que me entendam.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Desabafo...


Bem hoje eu acordei bem na depré.
Eu estou procurando emprego, eu jurava que este ano eu teria minha sala, meus aluninhos.
Ser professora é muito bom, até chegar a tal burocracia. Como dói isto.
Sabe aquela pessoa que dá o sangue por uma causa, luta, grita, berra, esperneia... esta sou eu em relação a dar aulas, mas mesma assim ser professor no Brasil é uma Guerra. Não tem salário digno, não tem salas dignas, não tem condições humanas para atuar.
Quem é professor de prefeitura ou estado, sabe bem do que eu digo.
Daí vem o governo que, nem tem tanto interesse assim, e diz que para ser professor tem que ter tal título, tal graduação, tal mestrado, mas o sálario e condições físicas, nada.
E para complicar, eles (governantes) acreditam que se mudar o modo de ensino, se aplicar tal metodologia, e mudar conteúdos vai melhorar o ensino no Brasil. kkkkkk - Que piada.
Não é mudando métodos, inventando "modinhas escolares " que o ensino no Brasil vai melhorar, que a qualidade vai ser melhor, não. É dando condição para que nós pobres professores, que estudamos anos, pesquisamos, vivenciamos nas salas de aulas. É assim que o ensino vai melhorar. Dando condição para os pobres professores de serem humanos.
Não é só cobrar qualificação dos professores, (que ganham miséria) que às vezes tiram da cesta básica (de fome) do salário de fome, para fazer um curso extra.
É permitindo que a quantidade de alunos sejam menores, equipadas, escolas amplas, quadras cobertas, bibliotecas atualizadas, professores bem remunerados.
É disto que o ensino brasileiro precisa. Não de mestres que divagam apenas, mas sim de professores que ainda amam a profissão e sonham com dignidade e respeito. Que acreditam no valor da educação.
Acredito que há profissionais que ainda pensam assim...
E com isto ainda podemos ter esperanças...
É isto... fui...

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