KellyCristina
CANTINHO PARA DIVERSÃO Meu cantinho foi criado para divertir meus parentes e amigos. Entrem e fiquem a vontade. As postagens contidas neste Cantinho não vem para prejudicar ninguém, caso alguém se sinta ofendido basta avisar, que corrigirei o erro. Obrigada
Quem sou eu
- Kelly Cristina Dias
- Muzambinho, Minas Gerais, Brazil
- Eu sou Kelly Cristina Dias Antunes. Sou brava, leonina pura... alguns dizem que sou uma "pimenta". E não os culpo, quando quero algo ninguém me aguenta. Para alguns gosto insuportável, para outros é um gosto delicioso. Só experimentando para saber. Gosto de tudo muito certinho. Sou caseira se estou sem companhia. Amo tudo que está ligado a Artes. Amo assistir TV, filmes, seriados, pricipalmente se estiver bem acompanhada. Sou professora ( que PRAZER PODER FAZER PARTE DA HISTÓRIA DOS MEUS ALUNOS)... Amo andar descalça, nadar, dançar é minha paixão. Sou super romântica, sou chorona, principalmente quando não consigo fazer com que me entendam.
domingo, dezembro 23, 2012
quarta-feira, março 16, 2011
sexta-feira, dezembro 11, 2009
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Do sonho a realidade
No fundo todo mundo já sonhou ou sonha em se casar...
Eu quando era criancinha de pé no chão, cabelos trançados, vestidinhos rodados sonhava...
Cresci acreditando que eu encontraria um lindo príncipe...
Quando estava terminando a faculdade achei que iria morar o resto da vida sozinha só curtindo com minhas colegas. Que nos dias de hoje não há pessoas que acreditam que casamento dê certo, ou que é algo bem ultrapassado. Ledo engano...
Conheci uma pessoa que mudou bastante o meu ponto de vista... Ele mudou, tudo na minha vida.
Nos casamos e por incrível que seja meu casamento foi algo muito mágico... e ainda estamos vivendo esta magia.
terça-feira, junho 16, 2009
Vejam só, enquanto algumas pessoas estavam tentando puxar o meu tapete eu fui aprender mais sobre coisas boas e importantes...
Fui conhecer o MUSEU CASA DE PORTINARI, este sim é um grande investimento... fui dia seis de junho deste ano...
não se pode tirar fotos dentro da Casa, por causa dos direitos autorais, mas valeu muito, lá dentro da casa e da capela e tudo um sonho...
bom de mais...
nada melhor que viver no meio de grande obras de artes.
sábado, maio 23, 2009
Onde está o respeito??
Infelizmente sou uma pessoa muito honesta e verdadeira comigo e com meus sentimentos, e estou começando a acreditar que isto me levará a ruina, ou até mesmo, a loucura.
Sou uma pessoa que acredita em regras, principalmente dentro do ambiente de trabalho. Quando estou dando aulas, não estou na classe para passar tempo ou simplesmente esperar o fim do mês.
Tenho um compromisso comigo mesma de ensinar, contudo nos últimos anos, percebo o tamanho descaso com esta profissão e com o desenvolvimento moral e social de crianças. Que são encaminhadas para uma instuição de ensino com a única pretenção: GANHAR O BOLSA ALGUMA COISA.
O que vejo é o nosso governo querendo comparar o Brasil, subdesenvolvido, com os países desenvolvidos, ricos, onde as crianças tem, desde bebê uma vivência educacional muito maior do que as nossas.
Principalmente nas zonas rurais, onde nem folhetos de propaganda chegam, quanto a mais um livro de qualidade, ou até mesmos pais, parentes interessando em levar às crianças estas preciosidades para sua formação.
Recentemente a mídia divulgou um lastimável acontecimento livros de baixo calão dentro da escola.
O irônico e trágico é que acontece que existem muitas pessoas que escrevem coisas de muito mais valor moral e ético que nem conseguem editar um livro. Vejo a sujeira dentro desta editoras eu encaminham estas baixarias para instituições de ensino fundamental.
Onde vamos parar?
Deve ser por isto que o tão falado IDEB, está abaixo dos paises desenvolvimentos.
Participamos também alunos, que segundo a Leis não são responsáveis por seus atos. Que levam objetos nada qualificados para as escolas, por que em casa não ensinaram a base do respeito, educação e honestidade, levam, na verdade, uma grande falta de respeito.
E crianças violentas, que só sabem resolver problemas no murro, tapa e palavrões???
Eu não acredito que seja a instituição que indicou estas condutas às crianças não.
Mas infelizmente, os pais ou orgão responsáveis inocentam tais condutas infantis.
Quem vai continuar pagando é a instituição educacional, tido aqui a Escola, que tem seu papel distorcido e desviado.
Será que a escola tem mesmo que ser responsável por tudo o que acontece na formação destas crianças. A escola será pai, mãe e lar???
E os professores que são submetidos a agressões de crianças e jovens INOCENTES???
Hoje eu penso assim.
sábado, dezembro 27, 2008
2008

2008,foi no mínimo, um ano interessante. Trabalhei muito, aprendi que infelizmente há pessoas que não dizem a verdade, descobri que quando se sonho ele pode se tornar um pesadelo. Fiz de tudo pra ser uma pessoa do bem, mas tem sempre "aquela" pessoa que te faz "soltar" o que temos de pior.
Realizei sonhos que também foram como "sonhos de uma noite de verão", passei boa parte do ano com a família que amo, possi meu sonho de consumo. (material mesmo). Pratiquei um esporte. Dormi muito, stressei muito, tive insônias alucinantes. fiquei deprimida, mas dei boas risadas. Contei piadas sem graça e morri de ri.
Fiz vários planos infalivéis que deram errado.
Não fiz planos e estes foram perfeitos.
E pra finalizar voltei a fazer o que me deixa leve.
Como eu disse foi um ano interessante.
Agora e continuar... sonhar, fazer planos, ter esperança de paz.
segunda-feira, outubro 20, 2008
Esta festa de noivado kkk

Há momentos em nossas vidas que devemos lutar para que algo aconteça. Há momentos que nem imaginamos perfeitamente como será e em outros somos incapazes de deixar PASSAR.
Você apareceu do nada, e agora completa lacunas antes ignoradas.
Você me encontrou e cada dia me acha, me conquistando e me surpreendendo.
Altino e Kelly 04/10/2008
terça-feira, julho 08, 2008
Por que???
Tenho um emprego, amigos e um namorado super legal...
Mas tem pessoas que adoram puxar meu tapete.
Por que as pessoas cometem erros e ainda vivem insistindo neles???
Porque não sou perfeita há determinadas ações que não acredito ter perdão...
Tem uma "PEDRA no meu caminho", que é bem pesada, dura, e ainda por cima suja...
Adora me dar rasteiras.
As pessoas não acreditam em mim, me punem, e querem mesmo me ver triste, magoada, e ainda por cima com muito medo, medo é pouco é PÂNICO, mesmo.
Se fazem coitadinhas, mas no fundo são falsas, fingidas, manipuladoras e chantagistas. E são profissionais.
Isto me irrita de uma certa maneira, que ta me matando aos poucos. A conivência com o ERRO é muito forte. Por que???
O que vou poder fazer para que O MAL não prevaleça???????
Se eu morrer hoje, será por culpa desta pessoa, que abandou tudo para viver longe daqui. E agora se faz de boa pessoa...
Onde encontrarei respostas? Como conseguirei viver? Como evitar sua presença? Sua falsidade?
quinta-feira, março 20, 2008
Quero paz!!!
Não quero acordar todas as manhãs me achando uma mercadoria que pode ser comprada.
Quero viver a vida, sem me sentir presa, sufocada, acorrentada...
Quero paz no coração.
Amar sem sentir remorso, sem mentiras.
Quero viver simplesmente...
domingo, novembro 18, 2007
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21/10/1935
O corvo. Tradução Machado de Assis
O corvo
Em certo dia, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais".
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o colchão refletia
A sua última agonia.
Eu ansioso pelo Sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará mais.
E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui, no peito,
Levantei-me de pronto, e "Com efeito,
(Disse), é visita amiga e retardada
"Que bate a estas horas tais.
"É visita que pede à minha porta entrada:
"Há de ser isso e nada mais".
Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo, e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora,
Me desculpeis tanta demora.
"Mas como eu, precisando de descanso
"Já cochilava, e tão de manso e manso,
"Batestes, não fui logo, prestemente,
"Certificar-me que aí estais".
Disse; a porta escancar, acho a noite somente,
somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra
Que me amedronta, que me assombra.
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, com um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Älguma coisa que sussurra. Abramos,
"Eia, fora o temor, eia, vejamos
"A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais,
"Devolvamos a paz ao coração medroso,
"Obra do vento, e nada mais".
Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
de um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta em um busto de Palas:
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gosto severo, - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
"Vens, embora a cabeça nua tragas,
"Sem topete, não és ave medrosa,
"Dize os teus nomes senhoriais;
"Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que eu lhe fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta a dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais".
No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário.
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse,
Nenhuma outra proferiu, nenhuma.
Não chegou a mecher uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
"Tantos amigos tão leais!
"Perderei também este em regressando a aurora".
E o corvo disse: "Nunca mais!"
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
"Que ele trouxe da convivência
"De algum mestre infeliz e acabrunhado
"Que o implacável destino há castigado
"Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
"Que dos seus cantos usuais
"Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
"Esse estribilho: "Nunca mais".
Segunda vez nesse momento
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo;
E, mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera,
Achar procuro a lúgubre quimera,
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais".
Assim pôsto, devaneando,
Meditando, conjeturando,
Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjeturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da Lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível:
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
"Manda repouso à dor que te devora
"Destas saudades imortais.
"Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora".
E o corvo disse: "Nunca mais".
"Profeta, ou o que quer que sejas!
"Ave ou demônio que negrejas!
"Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
"Onde reside o mal eterno,
"Ou simplesmente náufrago escapado
"Venhas do temporal que te há lançado
"Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
"Tem os seus lares triunfais,
"Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
"Profeta, ou o que quer que sejas!
"Ave ou demônio que negrejas!
"Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
"Por esse céu que além se estende,
"Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
"Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
"No Éden celeste a virgem que ela chora
"Nestes retiros sepulcrais,
"Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o corvo disse: "Nunca mais!"
"Ave ou demônio que negrejas!
"Profeta, ou o que quer que sejas!
"Cessa, ai, cessa! (clamei, levantando-me) cessa!
"Regressando ao temporal, regressa
"À tua noite, deixa-me comigo...
"Vai-te, não fique no meu casto abrigo
"Pluma que lembre essa mentira tua.
"Tira-me ao peito essas fatais
"Garras que abrindo vão a minha dor já crua"
E o corvo disse: "Nunca mais".
E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
Mas Fernando Pessoa
O que eles mais querem é o que é melhor para si próprios.
Aprenda com sua própria experiência.
O verdadeiro Mestre não quer
discípulos nem seguidores.
Não aceita oferendas nem favores.
Não controla nem lidera.
Não cerceia nem proíbe.
Não ofende nem agride.
Não julga nem interpreta.
Mas sempre se mostra alerta.
Não se queixa nem lamenta.
O tempo todo ele intenta,
De modo leve e frugal,
Aliviar do discípulo toda culpa e todo o mal.
Pois no fundo ele só quer,
Do outro a liberdade.
E com força no coração,
Dá-lhe apenas um empurrão,
Não para jogá-lo ao chão.
Mas para devolver-lhe então,
Tudo o que lhe é de direito:
O sentido e a direção,
de seu próprio coração.
Desse jeito nada impróprio,
Só uma coisa ele faz:
Remove toda a impureza,
Devolve toda beleza.
Sem orgulho ou vaidade,
Transforma ilusão em verdade,
Confusão em liberdade,
Imprecisão em firmeza.
Simulação em realidade.
Com tudo isso e sem dor,
Só uma coisa restou:
Você!
*************************************************************
PARA SER GRANDE, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Fernando Pessoa
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Carlos Drummond
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
******************************
A Um Ausente
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.
Carlos
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
quarta-feira, novembro 14, 2007


Já me vi em ruas sem saídas
Já chorei muito, mas já ri muito mais.
Porque não há parede que me bloqueie
Escuro que me afugente
Eu vivo a vida urgente!
Eu posso voar se chegar no fim...
Porque não há fim para uma alma eterna.
Não há breu onde há brilho
E eu brilho sim meu bem!
Eu deixo minha marca
Te dou o meu sorriso
Minhas palavras...
Meus olhos falam por mim
Não preciso de definições.
Minha face me define
O clima me destingue.
Não sou musa, bem que queria
Ser arte,
mas não ser julgada pelo olhar comum.
Quero um olhar detalhado, estudado
Não palavras ditas só por dizer
Ser admirada, ponto a ponto de uma arte
Nem um pouco abstrata.
*********

